Por meio de ação judicial, a Defensoria Pública de Santana do Livramento, na fronteira oeste, conseguiu realizar a transferência de leito e garantir cirurgia neurológica para uma assistida que sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC) hemorrágico. Luciana Gonçalves, 49 anos, já aguardava 48 horas na Santa Casa da cidade, por uma vaga em um hospital que fizesse o procedimento, quando sua sobrinha, Janine da Luz, contatou a defensoria no dia 22 de julho.

Inicialmente, o defensor público Lucas Martins Righi entrou em contato com a Secretaria de Saúde para conseguir a transferência. Sem resposta da repartição em tempo hábil, o processo foi entregue ao judiciário. A liminar foi deferida pelo juiz no dia seguinte (23), obrigando o estado a fornecer um leito de hospital da rede pública ou pagar em uma instituição privada. Luciana foi transferida na sexta-feira do dia 24 para um hospital em Cruz Alta e a cirurgia foi realizada na segunda-feira (27).

O defensor ressalta a rapidez na execução do trabalho remoto e do processo. Segundo ele, a Defensoria tem se adaptado muito bem às dificuldades enfrentadas durante a pandemia.

“O nosso sistema de trabalho atual tem dado muito certo. Conseguimos lidar de forma bem ágil, considerando todo o sistema atual em relação ao envio de documentos. Vivemos em um cenário completamente atípico na saúde pública. Estamos com uma série de restrições em atendimentos e em leitos. Nesse contexto, a atuação da instituição tem que ser realmente muito estratégica, evitando as soluções extrajudiciais. Quando isso não é possível, é também importante que a Defensoria esteja preparada para fornecer um atendimento rápido e urgente”, destacou Lucas Martins Righi.

Janine da Luz, sobrinha e afilhada da assistida, através de redes sociais, elogiou o trabalho realizado pela defensoria pública. Ela conta que se sentiu abraçada pela instituição no momento em que mais precisou de ajuda. “Foi a primeira vez que utilizei o serviço da Defensoria. O defensor entrou em contato comigo o tempo todo para me deixar a par do que estava acontecendo. Agradeço muito pela forma humana em que ele conduziu o processo. O atendimento foi crucial e vital porque a minha madrinha corria risco de vida”, comentou.

Fonte: Defensoria Pública do Estado do RS. 

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11 de Agosto de 2020

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