"Pacientes recorrem à Justiça"

A superlotação de emergências hospitalares, a demora para marcar consultas e a protelação de cirurgias por escassez de leitos têm levado clientes de planos de saúde privados a procurar o mesmo recurso utilizado por pacientes do Sistema Único de Saúde no Estado: o Judiciário.

"Pacientes recorrem à Justiça"

A superlotação de emergências hospitalares, a demora para marcar consultas e a protelação de cirurgias por escassez de leitos têm levado clientes de planos de saúde privados a procurar o mesmo recurso utilizado por pacientes do Sistema Único de Saúde no Estado: o Judiciário.

A Defensoria Pública do Estado vem recebendo, em média, cem queixas por mês contra planos privados de saúde. Incomodados com serviços prestados aquém do esperado, clientes de planos de saúde estão recorrendo a advogados e juízes para assegurar o atendimento desejado.

Da média de cem queixas registradas mensalmente, mais da metade costuma envolver demora no atendimento, revela a defensora Paula Pinto de Souza, do Núcleo de Tutelas da Saúde da Defensoria.

- Costumamos resolver 25 delas de forma administrativa, dialogando com os planos de saúde. Outras 25 encaminhamos para a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), órgão do governo que fiscaliza as operadoras privadas. E 15 viram ações judiciais, que costumamos vencer – contabiliza.

A maior parte das 35 queixas restantes é de questões de outros tipos, envolvendo ressarcimento de valores por parte dos planos ou doenças não cobertas, por exemplo. (Humberto Trezzi e Marcelo Gonzatto, Zero Hora, p. 22, 16abr2012)

20 de Abril de 2012

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