A Defensoria Pública do Rio Grande do Sul está investigando supostas fraudes no hospital de Venâncio Aires, localizada na região central do Rio Grande do Sul. As irregularidades teriam acontecido até julho do ano passado, antes da intervenção da prefeitura, e ultrapassariam R$ 1 milhão.

A Defensoria Pública do Rio Grande do Sul está investigando supostas fraudes no hospital de Venâncio Aires, localizada na região central do Rio Grande do Sul. As irregularidades teriam acontecido até julho do ano passado, antes da intervenção da prefeitura, e ultrapassariam R$ 1 milhão.


Após um ano de investigação, a Defensoria elaborou um relatório com mais de 700 páginas sobre as supostas fraudes. Entre as provas, estão denúncias de comerciantes que teriam sido procurados pelo hospital para adulterar notas fiscais. Um deles afirma que vendeu à instituição espetos para churrasco e objetos de decoração, mas no documento teria que constar materiais hospitalares.


Segundo a Defensoria, pacientes também estariam sendo enganados para repassar ao hospital os valores do seguro obrigatório em caso de acidentes de trânsito. “As pessoas assinavam (documentos) sem ter noção do que estavam assinando e eram obrigadas a continuar o tratamento médicos" diz o defensor público Igor Menini da Silva.

A Defensoria também investiga denúncias de funcionário. Uma mulher localizada pela RBS TV, que prefere não se identificar, afirma que os empregados sofriam constantes ameaças de seus superiores. “Nós não podíamos abrir a boca para nada. Se e a gente falasse qualquer coisa, eles só sabiam gritar que iriam demitir a gente”.

A dívida do hospital chega aos R$ 10 milhões. Há seis meses, depois do surgimento das suspeitas de irregularidades, a prefeitura assumiu a administração da instituição e a antiga diretoria foi afastada.

Após a intervenção, uma auditoria foi feita e revelou ainda que o hospital contratou empréstimos de mais de R$ 460 mil com juros até três vezes acima do permitido para instituições filantrópicas. O dinheiro era emprestado por pessoas físicas, o que também é irregular, segundo a Defensoria. O ex-presidente do hospital, Milton Dêves, foi procurado pela reportagem do G1, mas não quis falar sobre o caso. (matéria publicada no site G1.com.br)

25 de Janeiro de 2012

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