Criada em 3 de julho de 1984, a Associação Nacional das Defensoras e Defensores Públicos (ANADEP) completou 35 anos de uma história marcada pela defesa intransigente das causas das Defensoras e dos Defensores Públicos, o fortalecimento da Defensoria Pública, bem como a promoção e a efetivação dos direitos humanos. Para marcar a data, a entidade promoveu, nesta quarta-feira (10), uma solenidade que reuniu ex-presidentes da Associação, Defensoras e Defensores Públicos de todo o país, autoridades e representantes da sociedade civil. O evento aconteceu na sede da Escola de Assistência Jurídica da DPDF (Easjur), em Brasília. A presidente da ADPERGS, Juliana Lavigne, prestigiou o evento.

35 anos anadep

A solenidade iniciou com a exibição de um vídeo, que trouxe um resumo da trajetória da entidade. Uma linha do tempo da sua criação até os dias de hoje. Compuseram a mesa de abertura, o presidente da ANADEP, Pedro Coelho; a vice-presidente Rivana Ricarte; o ex-presidente da ANADEP, Antonio Maffezoli (biênio 2017-2019); o presidente do CONDEGE, José Fabrício de Lima e a defensora pública-geral do Distrito Federal, Maria José de Nápolis.

O presidente da ANADEP, Pedro Paulo Coelho, destacou que a passagem dos 35 anos é um momento de celebrar a história da entidade. "Nessa celebração de 35 anos da ANADEP agradecemos as defensoras e os defensores públicos ativos e inativos de todo o país que nos ajudam a construir essa história. Essa é a nossa festa, mas é também mais um impulso para continuarmos lutando pelo acesso à Justiça no país e pelo fortalecimento da nossa Defensoria Pública", afirmou. Em seu discurso, Pedro também relembrou as principais conquistas obtidas nos biênios dos respectivos presidentes.

Palestra magna "Constitucionalismo Brasileiro: problemas crônicos e crise"

Um dos destaques da noite foi a Palestra magna "Constitucionalismo Brasileiro: problemas crônicos e crise", proferida pelo jurista, advogado e professor titular de direito constitucional da Universidade do Estado do Rio de Janeiro Daniel Sarmento. Na ocasião, ele abordou aspectos da Constituição. “A Constituição se abriu para a sociedade civil e abriu as portas para o acesso à Justiça. Não é uma Constituição perfeita, bom exemplo disso é a segurança pública. Mas é um texto constitucional que todos nós devemos nos orgulhar e, mais do que nunca, lutar por ele”. 

De acordo com Sarmento, o maior problema crônico da Constituição que perdura ao longo do tempo é o não racionamento da igualdade. “Nós não enraizamos na nossa cultura a compreensão de que as pessoas são iguais e que os direitos devem ser igualmente acessados por todos.  O Brasil é hoje o nono país mais desigual do mundo. As pessoas não conseguem acessar os direitos em base igualitária”, disse.

Homenagem

Ao final, ex-presidentes receberam uma placa em homenagem aos trabalhos realizados frente à ANADEP. Estavam presentes na solenidade: Suely Pletz Neder (1986-1990), André de Felice (1990-1994), Genaldo Lemos do Couto (1994-1997), Roberto Freitas Filho (1999-2003), Leopoldo Portela Junior (2003-2007), Fernando Calmon (2007-2009), André Castro (2009-2013), Joaquim Neto (2015-2017) e Antonio Maffezoli (2017-2019). As homenagens foram entregues pelo presidente e vice-presidente da ANADEP e pelos representantes das Associações estaduais referentes ao Estado dos homenageados.

Informações e foto: ASCOM/ANADEP 

 

11 de Julho de 2019

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