Durante a pandemia do coronavírus, o trabalho da Defensoria Pública do Estado do Rio Grande do Sul se torna mais essencial. Para manter seus serviços funcionando, a instituição também alterou sua rotina, implementando o regime de plantão e o trabalho remoto para levar acesso à justiça para cidadãos durante a pandemia.

Conheça as ações da DPE/RS:

Adolescente de 15 anos é adotada por diretora de casa de acolhimento com ajuda da Defensoria Pública

Em Frederico Westphalen, a história de carinho mútuo entre uma adolescente de 15 anos e a diretora da Casa de Acolhimento Lar São Francisco, transformou-se em adoção, com a ajuda da Defensoria Pública do Estado do Rio Grande do Sul (DPE/RS). Segundo o defensor público da 2ª Defensoria Pública de Frederico Westphalen, Thiago Oro Caum Gonçalves, não havia impedimento legal para a ação.

Há cerca de três anos, Adrinara Maria Tonezer, de 48 anos, assumiu a direção da Casa de Acolhimento. Foi neste período que ela e a adolescente se conheceram e desenvolveram um carinho mútuo, que resultou no desejo de adoção. Foi nesse cenário que Adrinara procurou auxílio da Defensoria Pública para dar seguimento ao pedido de adoção.

Para o defensor público, era necessário prezar pelo interesse da jovem e pelo vínculo afetivo já existente entre as duas e que não poderia ser rompido. “Eu vi a forma como Adrinara tratava as crianças e seu trabalho era exemplar. Nós não poderíamos romper o vínculo entre a Adrinara e a adolescente, e ignorar a vontade da menina, que pela primeira vez manifestou o desejo de ficar com alguém. Esse é um caso emblemático, no qual somos levados pelo sentimento e não somente pela previsão da Lei”, observou.

Adrinara relata que saiu de Arroio do Meio exclusivamente para assumir a Direção do Lar, e não esperava que algo tão especial acontecesse. “Eu nunca havia pensado em adotar, mas simplesmente aconteceu. Quando conheci a casa, logo senti algo especial por ela, uma questão de encontro de almas. Sou muito abençoada”. A diretora completa, dizendo que guarda um sentimento de gratidão pelo apoio do defensor público. “Senti que acima do excelente profissional, existe um grandioso ser humano, que desde o começo nos visitou aqui no Lar para conhecer o trabalho e se colocar à nossa disposição”.

A decisão de guarda já foi proferida pelo Judiciário e, atualmente, a adolescente e a diretora estão em período de convivência de 90 dias na casa de Adrinara.

Fonte: Defensoria Pública.

02 de Setembro de 2020

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