Os papéis foram trocados por pincéis, as canetas por estecas, e os processos agora são flores. Um novo universo permeia a vida pós-defensoria da aposentada Maria Teresinha Susin, moradora de Passo Fundo.

 

Maria foi nomeada em 1979. Antes, advogava na região de Passo Fundo “a Procuradoria do Estado constatou que era bom ter uma mulher para fazer os atendimentos na área da família, e, então, me contataram”. Permaneceu prestando assistência na cidade até 1987, quando Pedro Simon, então Governador do Rio Grande do Sul, decidiu afastar os Cargos Comissionados (CCs). “Até esgotar todos os recursos e conseguirmos voltar a atuar, passaram seis anos”, conta a associada.

Foi no retorno à Defensoria que os atendimentos se aceleraram mais e mais. O excesso foi tanto que Maria acabou desenvolvendo problemas de saúde, o que resultou na sua aposentadoria por invalidez.

Hoje, aposentada há 18 anos por estresse, Maria ocupa sua mente e corpo nas artes. “ Depois que me aposentei, me tratei, recuperei minha memória que havia sido muito afetada, e, desde então, me dedico às atividades artísticas”, explica. Esculturas, pinturas e flores estão espalhadas por toda a casa da Dona Maria, “agora monto arranjos de flores artificiais e pinto esculturas de gesso usando uma grande variedade técnicas, exponho minha arte em feiras, sendo que na última participaram quase 200 expositores”, conclui a ex-defensora.

29 de Janeiro de 2018